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Adeus 2025 e Feliz Ano Novo!
Na Minha Playlist #310: Barenaked Ladies - Call and Answer
Hoje é domingo à noite. A casa está silenciosa, preenchida apenas pelo som ocasional dos meus cachorros, minha fiel companhia. Estou aqui, na mesa, organizando algumas coisas para o trabalho. A presença de Deus é um conforto invisível, mas real. E ainda assim, um misto de ansiedade e reflexão toma conta de mim.
A semana que se aproxima traz expectativas, compromissos, e, como é comum ao fim de mais um ano, um certo peso. Peso das perguntas que ainda não têm resposta, do futuro incerto. Minha cachorrinha, a Valentina, uma pequena pinscher que está comigo há 11 anos, também ocupa meus pensamentos. O tempo, implacável, me faz questionar o que está por vir para ela, para mim, para nós.
No campo do trabalho, o próximo ano é uma folha em branco, mas com contornos que parecem já se desenhar. Há um receio de não estar à altura, de não conseguir corresponder às expectativas – inclusive as minhas próprias. E na vida pessoal, um sentimento de estagnação. Minha vida amorosa é uma paisagem quieta, quase vazia, e às vezes me pergunto se o vazio é algo externo ou interno. Talvez ambos.
Hoje, compartilho a música “Call and Answer”, da banda Barenaked Ladies #naminhaplaylist. Essa canção é como um diálogo sincero, cheio de vulnerabilidade. Fala sobre a complexidade das relações, sobre erros cometidos e o desejo de reconstruir algo a partir do caos. Contrastando com os meus pensamentos, a música oferece uma lição: mesmo quando as coisas parecem confusas, há sempre a possibilidade de se reconectar – seja com os outros, seja consigo mesmo.
Diante de tudo isso, percebo que esses sentimentos não são inimigos. São sinais, lembrando-me de que estou vivendo, sentindo, tentando encontrar um caminho. Talvez a resolução para essa confusão esteja em abraçar a incerteza. Em aceitar que o futuro é desconhecido, mas cheio de potencial.
Eu posso decidir ver a próxima semana, o próximo ano, como uma chance de crescimento, de novas descobertas. Posso cuidar do meu trabalho, dar mais amor aos meus cachorros e, quem sabe, abrir espaço para novas conexões na minha vida amorosa. E acima de tudo, lembrar-me de que Deus está comigo, assim como está agora, nesse momento de introspecção.
A conclusão é simples, mas poderosa: mesmo quando me sinto vazio, é possível transformar esse vazio em um espaço para algo novo. Talvez o vazio não seja um fim, mas um começo. E nesse começo, posso encontrar mais esperança, mais vida, mais de mim mesmo.
Filme – Godspell - A Esperança (1973)
Depois de um certo período sem comentar sobre filmes aqui, voltei, e com um "clássico" (?)... "Godspell" de 1973 é uma experiência cinematográfica bastante interessante. O filme é baseado é um musical homônimo da Broadway, apresentando o evangelho de São Mateus usando a cidade de Nova York como pano de fundo. A começar pelas locações, fiquei fascinado com a maneira como o filme usa Nova York quase como um personagem próprio. As ruas desertas, desprovidas de qualquer movimentação exceto dos protagonistas, dão uma atmosfera surreal à trama, realçando a sensação de um mundo à parte. É impressionante ver um cenário tão vivo e caótico como Nova York se transformar em um palco quase desolado, permitindo que os personagens circulem livremente, como em um sonho estranho e metafórico. A cidade vazia parece nos convidar a refletir sobre os valores e as palavras que os personagens estão transmitindo.
Contudo, a representação de Jesus Cristo me causou uma certa resistência. A escolha de retratá-lo como um tipo de “palhaço hippie” me pareceu uma abordagem ousada, mas que nem sempre fez jus à profundidade e seriedade de sua mensagem. Entendo que a proposta era justamente transmitir uma visão leve e acessível da figura de Cristo, mas o visual com maquiagem de palhaço e um estilo irreverente me desconectou da intensidade que a figura histórica de Jesus representa para muitos. Embora a intenção fosse talvez modernizar e desmistificar a imagem de Cristo, essa escolha de direção pareceu mais uma caricatura do que uma homenagem verdadeira. Esse estilo acaba tirando parte da profundidade das palavras que ele está transmitindo ao longo do filme.
O próprio filme, é verdade, caiu um pouco no esquecimento. Confesso que tive dificuldade para encontrá-lo e assisti através do Amazon Prime Video. Apesar dos pontos que me incomodaram, como a representação peculiar de Jesus, fiquei satisfeito de ter finalmente assistido "Godspell". É um filme que vale a pena ser visto ao menos uma vez pela experiência e pela proposta criativa, embora não sinta vontade de revê-lo tão cedo. Como obra, ele se destaca pela inovação e pela coragem, mas seu estilo pode não agradar a todos e, como no meu caso, até causar certa estranheza.
Na Minha Playlist #309: The Echoing Green - Enter Love
A música é minha conexão com o mundo e, ao mesmo tempo, uma viagem para dentro de mim. Seja um clássico de décadas passadas ou um hit atual, cada canção traz uma energia própria. É incrível como a harmonia e a mensagem de uma música podem transformar meu dia, levando-me a lugares, lembranças e sentimentos únicos. A cada dia, procuro novas bandas, algumas ainda na ativa, outras que só deixaram saudade, e é fascinante perceber como a música continua sendo uma ponte entre gerações.
Hoje compartilho a canção "Enter Love" da banda The Echoing Green
The Echoing Green é uma banda norte-americana de synthpop e música eletrônica, conhecida por unir sons energéticos e eletrônicos com letras que frequentemente trazem reflexões de fé e esperança. Formada no início dos anos 90, a banda é liderada por Joey Belville, seu vocalista e principal compositor, e também Aaron Bowman e apresenta um estilo que mistura influências de new wave, música industrial e pop eletrônico, trazendo uma pegada moderna e envolvente para temas espirituais. Suas raízes cristãs são evidentes nas letras, que abordam o amor divino, a redenção e as complexidades da vida de fé, mas sempre de uma maneira que também pode ressoar com ouvintes fora do ambiente religioso.
Em 1994, a banda lançou seu álbum Defend Your Joy, que consolidou seu estilo e marcou um passo importante na sua carreira. Esse álbum trouxe faixas que variavam entre o introspectivo e o alegre, com letras que falavam sobre buscar a alegria em meio aos desafios. A faixa "Enter Love" é uma das canções mais representativas do álbum, com uma letra que explora a ideia de abrir-se ao amor – não apenas o amor romântico, mas também o amor espiritual, que traz paz e completude. Na canção, "Enter Love" convida o ouvinte a deixar esse amor transformar seu interior, ultrapassando barreiras emocionais e trazendo um tipo de renovação.
Entre a Tempestade e a Calmaria: Aprendendo a Dominar Minhas Emoções
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Conviver com a minha própria intensidade é como viver entre extremos, oscilando entre o estresse e a empatia, entre momentos de explosão e de profunda sensibilidade com o outro. Reconheço que essa dualidade não é fácil de lidar, nem para mim nem para quem está ao meu redor. Às vezes, sinto como se estivesse em um campo minado de emoções, onde qualquer movimento em falso pode provocar uma reação desproporcional. Por outro lado, em muitas ocasiões, me vejo cuidando dos sentimentos dos outros com uma delicadeza quase natural, o que parece contraditório, mas talvez seja apenas uma faceta mais calma dessa mesma intensidade.
O desafio é, sem dúvida, aprender a dosar essa energia e direcioná-la de forma equilibrada, especialmente nos momentos de maior pressão. Na prática, isso significa desenvolver a habilidade de identificar o que estou sentindo antes que as emoções assumam o controle, buscando uma pausa – uma respiração consciente – para processar o que está acontecendo. Mas sei que isso demanda muito mais do que uma simples mudança de atitude; é quase uma reprogramação de respostas automáticas que, durante muito tempo, surgiram sem filtro.
Entendo que o primeiro passo é aceitar essa complexidade como parte de mim, não como um defeito, mas como uma característica que posso moldar com prática e consciência. Afinal, há algo positivo nessa intensidade, algo que me permite vivenciar tudo com profundidade. O que preciso, então, é aprender a governar essa energia em vez de ser governado por ela. Isso significa observar o que desencadeia minhas reações impulsivas e encontrar meios de desarmá-las antes que se transformem em uma explosão.
Sei que o domínio das emoções é um processo que exige paciência e consistência. É o compromisso diário de parar, respirar, refletir, e só então agir. E essa não é uma tarefa fácil. Cada momento exige um esforço, mas percebo que, aos poucos, posso escolher a minha resposta ao invés de apenas reagir ao que me acontece.
No final, acredito que alcançar esse equilíbrio é justamente o que me permitirá ser mais autêntico e estar presente nas relações de forma mais genuína, sem ser carregado pelo peso de minhas próprias emoções. Esse aprendizado se torna uma espécie de autocuidado, um caminho para viver com mais serenidade e, ao mesmo tempo, com intensidade controlada.
W. Segundo
Na Minha Playlist #308: Poor Old Lu - This Theatre
Continuando na minha playlist, a estreia da banda Poor Old Lu, tenho escutado algumas canções e gosto bastante.
Poor Old Lu é uma banda norte-americana de rock alternativo cristão, formada no início dos anos 1990 em Seattle. Seu som combina influências de grunge, indie rock e música psicodélica, com letras que abordam temas espirituais e introspectivos. A banda se destacou na cena do rock cristão alternativo, trazendo uma sonoridade única e criativa. Embora tenha se separado no final da década de 1990, o grupo deixou um legado entre fãs do gênero, com álbuns como Mindsize (1993) e Sin (1994). Eles também realizaram breves reuniões ao longo dos anos.
A "Encyclopedia of Contemporary Christian Music" diz que a banda é "Uma das mais talentosas e criativas bandas cristãs dos anos 90".
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| Poor Old Lu |
A música também pode ser interpretada como uma reflexão sobre as complexidades da vida e as lutas internas que todos enfrentamos ao tentar entender quem somos realmente, além das aparências externas.
Ouça!





